Vão e voam delicadamente Sutis, gentis, silenciosas a dançar co'vento Voam leves e ajeitadas Pausam nas calhas e lá ficam agrupadas Figurinhas encapuzadas de peito branco exposto Enquanto outros vêm também, devagar Evitando colidir na beira das tenhas Andorinhas.
Unidas ao silêncio e aos pios Pairando, planando co' ar do mar E vão, e vêm, e piam E desaparecem na corrente anil. E voltam e cantam e se ajeitam Encapuzadas de branco peito Sob o céu do litoral.
E sob o mesmo Telhado Vê-se para cima Sob a sombra confortados Pares de pés descalços, a balançar No ir e vir, a metros do mar Repousando sobre redes coloridas.
But before that, i heard. The cliching of that blue transparent marinex plate falling to the ironish, cold, brick-colored ground. It spinned a couple of times, swirling from horizontal to vertical. Scratching the floor until it stopped. How it didn't break, I had no clue. After the hollow noise of it's landing, the only sound was the echo of the silence, while in the dark my head still reproduces part of the noise. usually, when you do something idiotic, your mind tends to grab her claws in your scalp's walls. Like when say do something stupid in a louder tone than you planned and everybody listens. Stupid-upid-upid. Stupid!
Sleeping, to me, wasn't an easy task. I've had forbideen myself to listen to music after 10 pm. Otherwise, my brain cells kind of entered a combustion process... And my ideas rushed further than i tought. And, of course, inscomnia was only a colateral damage. But tonight, musicless, it was almost 2 am and nothing. No sleep, no heavy eyes. Just that annoying feeling of botherness, the feeling that something was really really wrong, and I didn't know what it was. And the silence after I bumped into that plate was solid, you could cut it like butter. Indeed, more than butter; It was almost a glass wall isolating me from the world, and I was so annoyed for a second that if there were true glass walls i'd punch them until they break. that probably would hurt my hands, cut them. But I didn't care... Somehow that didn't bother me; at least I'd feel something.
What to do when you feel nothing? When everything you have is a kind of inside numbness that just makes you float through the hours and not care about them? A wiseman once said: Killing time is suicide.
A lot of will is needed, and courage as well, to open the window and remember the sun. It might seem ridiculous, lame. But many of us go through it. The reason? We are used to things. We watch the shiny red number change minute to minute on the digital clock. We get used. The worst shame that we should have is to get used. We get used to the routines that we used to be afraid of, grossed about. We are here, simply...imply...imply...
We all have an inspired spirit. The one that already architetures thousands of way to runaway from home. The one that looked at the world and said: I DONT UNDERSTAND YOU, BUT I WILL TRY TO, TO CHANGE YOU! The scream in the shores of Ipiranga river dies inside of us - forgetting about the monarchic-hipocrite context, of course. Dies between the minutes, milisseconds and secons. At every hour that we unplug our minds. Dies in us, the revolutions. But it's the revolutions that have shaped the world.
We need to summon the dryads, the silfides and muses. We need to boil our blood. We need to be annoyed, get sad. 'Who says that never been happy, lies. Because if you're unhappy, you've been to both sides, and can tell the difference'. Because after anger, after tears and revolutions, come the smiles, the care, the conquer. We have to stop watching the ends and see the way. Get out of the background, get out of those plissé courtains and get on the stage. Nothing is predictable. But each choice we make, changes our entire future. Or will you let Destiny choose for you?
So. Remember what you fight for. Choose, or make a flag. Build your army. You can even listen to "American Idiot". As long as it awakens something in your mind. Stop facing the dark ceiling at 3 am, get your mp3, jump in the bed, get lost, dublate, play some 'air guitar'. Choose your weapons. Swords, laughter, anger or words. The world isn't just mine. Or theirs. It's ours. And we all should opinate. If they don't listen to us... Just comeback to the 4th paragraph.
Mas antes disso ouvi. O tilintar daquele prato azul e transparente de marinex colidiu com o piso férreo, frio, cor de tijolo. Ele girou algumas vezes, rodopiando da vertical à horizontal, arranhando o chão até parar. Como não quebrou, não sabia. Após o barulho oco de sua aterrissagem, o único som era o eco do silêncio, enquanto no escuro minha cabeça ainda reproduzia parte do som. Geralmente, quando você faz uma besteira, sua mente tende a fincar as garras daquele momento nas paredes do seu crânio. Como quando você diz uma coisa idiota num tom mais alto do que planejava e todos escutaram. Idiota-ota-ota. Idiota!
Dormir para mim não era uma tarefa fácil. Eu já havia me proibido de ouvir música após as 10 da noite. Do contrário, meus neurônios meio que entravam em combustão... E as idéias fluíam além da conta. E, claro, a insônia era mero efeito colateral. Mas hoje, sem musica, eram quase 2 horas do dia seguinte e nada. Nada de sono, nada de olhos pesados. Apenas aquela irritante sensação de incômodo, de que algo estava muito, muito errado, e eu não sabia o que era. E o silêncio após eu esbarrar no prato era sólido, podia-se cortá-lo como manteiga. Na verdade, mais do que manteiga; era quase uma parede de vidro me assolando do mundo, e eu fiquei tão irritada por um segundo que se encontrasse verdadeiras paredes de vidro talvez iria esmurrá-las até que partissem. Isso provavelmente me traria cortes nas mãos... Mas isso não me incomodava... De certo modo nao parecia uma idéia tão ruim; pelo menos sentiria alguma coisa.
O que fazer quando não se sente nada? Quando tudo o que você tem é uma espécie de torpor interno que simplesmente lhe faz flutuar por horas fazendo coisas e sem nem se importar com elas? Sábios já disseram: ''Matar o tempo é suicídio". O que fazer...?
É preciso um tanto de vontade, e de coragem, para abrir a janela e lembrar do sol. Pode parecer ridículo, insosso. Mas muitos de nós passamos por isso. O motivo? Estamos acostumados. Assistimos os números vermelho-cintilantes mudarem minuto a minuto no relógio digital. Nós nos conformamos. A pior vergonha que se deveria ter é a de se conformar. Nos conformamos com as rotinas de que antes tínhamos medo, repulsa. Estamos aqui, simplesmente...Ente....ente...
Todos nós temos um espírito inspirado. Aquele, que já arquitetou mil maneiras de fugir de casa. Aquele que olhou para o mundo e disse: NÃO TE ENTENDO, MAS VOU ENTENDER PARA TE MUDAR! O grito às margens do rio Ipiranga morre em nós - esquecendoo contexto monarquico-hipócrita, claro. Morre entre os minutos, milésimos e segundos. A cada hora que desplugamos a mente. Morrem em nós as revoltas. Mas foram as revoltas que lapidaram o mundo.
Precisamos invocar as dríades, sílfides e musas. Precisamos pôr nosso sangue a ferver. Precisamos nos irritar, nos entristecer. 'Quem diz que nunca foi feliz mente. Porque se é infeliz, já esteve dos dois lados e reconhece a diferença'. Porque depois da raiva, das lágrimas e das revoltas vêm os sorrisos, a ternura e a conquista. Temos de parar de assistir os finais e enxergar o caminho. Sair do plano de fundo, sair das cortinas plissadas e subir no palco. Nada é previsível. Mas cada escolha que tomamos muda nosso futuro. Ou você vai deixar o destino escolher por você?
Então. Lembre-se daquilo pelo que você quer lutar. Escolha, ou faça uma bandeira, monte seu exército. Até "American idiot'' vale escutar. Desde que desperte algo dentro da sua mente. Pare de encarar o teto escuro às 3 da manhã, pegue o mp3, suba na cama, pule, se esbalde, duble, toque uma 'air guitar'. Escolha suas armas. Espadas, risos, raiva ou palavras. O mundo não é só meu. Nem deles. É nosso. E todos devemos opinar. Se não nos ouvirem... Apenas volte para o 4° parágrafo.
Fuçando pela internet, achei umas frases muito boas.
"Mente aberta demais o cerebro cai."
"Ontem, eu sonhava. Hoje, eu nem durmo."
"Três de cada quatro brasileiros correspondem a 75 % da população." - lembrei do Prof. Guerra falando... : ''O IBGE nunca passou na minah casa! E na de vocês???''
"Egoísta: pessoa desprezível que se precupa mais com ela do que comigo."
"Quando alguém elogia uma grande virtude de outrem é porque essa virtude é de grande utilidade para quem elogia." - Aristóteles.
"Eleição: processo democrático de escolha do governante em que o candidato pede dinheiro aos ricos para comprar o voto dos pobres e promete a ambos que vai proteger um do outro."
"A menor distância entre dois cavalos mede-se com a égua."
"Morte aos fanáticos!"
"Não se deve generalizar. Jamais!"
"Lá na minha terra não existe esse negócio de preconceito: aquela gentinha baixa conhece o lugar dela."
"Se preocupe não. Essa história de perspectiva depende do ponto de vista."
"O que há de mais detestável no mundo é a alienação. Mas eu não estou nem aí... "
"Minha mulher anda inventando que eu sou muito intrometido porque eu vivo mexendo nas coisas dela. Pelo menos foi isso que ela escreveu no diário dela."
"Observe a realidade mas não seja pessimista. Não vai adiantar nada. "
"Se Thomas Edison não tivesse inventado a lâmpada elétrica ainda hoje estaríamos vendo TV numa sala escura ou à luz de velas."
"Fanático: sujeito que não muda nem de idéia nem de assunto."
"O homem é a suprema criação da natureza. Quem você pensa que inventou essa frase? As formigas?"
A vida é uma biblioteca imensa. Um labirinto de prateleiras e lombadas coloridas. Cada passo que damos atravessa milhares de histórias diferentes. Às vezes paramos para folhear algum livro, deixamos uma anotação no rodapé de uma página qualquer. Alguns livros nos trazem um título interessante, e tomamos o esforço de abri-lo. Dentre eles, certos nos ensinam algo. Outros apenas nos ensinam a fechá-los. Outros ainda nos dizem que não deveríamos lhes ter aberto.
Mas poucos, muito poucos, talvez os mais surrados, velhos e empoeirados, ignorados pela aparência, carregam palavras como ruínas engravam ouro.Que pode parecer apodrecido para muitos, mas para quem o abriu, lhe vale mais que o respirar.
'São tudo' palavras. Feitos dela. Da tinta e do amigo (papel). De dois amigos e um laço líquido. Caligrafias e motivos diferentes. Passamos pelas longas seções, meras mínimas partes de seu infinito, bilionário acervo. Às vezes ignoramos o que se passa por trás das duras capas constrictoras. Pode-se apenas imaginar: não há como ler todos eles.
Um texto de meados de 2005; achei hoje no computador, resolvi postar.
Lá vou eu sangrar mais um pouco, sabendo que lendo vou me ferir. Lá vou eu cavar mais adentro, a ferida que cascateia dentro de mim. Lá vou eu outra vez, encarar a verdade. Que por mais fundo que vá o corte, ainda não me atingiu. Aos poucos vou abrindo a ferida de novo, até crer no que vêem esses olhos iludidos.
Mas depois eu volto. Eu volto e me refaço entre a desgraça, tentando captar de volta o que havia antes de tudo se arruinar. E lá vou eu no carrossel, nessa roda de mentiras. Sabendo que o mundo gira, e eu aqui tentando o brecar.
São doces ardidos, e mel amargo, que continuo a beber para me encantar. E ao final de cada dose, desespero medido, os males de no falso se aventurar. Eu sei que não devo acreditar. E deixar para trás o que veio me enganar.
Mas o medo de perder aquilo que nunca tive, e posse de mentira me foi dada, brinquei. Está de volta aqui outra vez. Sabendo que o rancor vai despertar. Sabendo que lágrimas novamente hão de rolar. No rosto intocável da dama do ar...
E o coração reclama, já acostumado á tanta dor de cada vez, um tsunami de clichês, que mesmo tantas vezes indo e voltando, novamente afogado.
Na onda dos desesperados. Conto de fadas; que de conto não passou... Era uma vez. Talvez nunca alcançado, repetido final feliz nunca se revela, ou nele não se crê. E felizes para sempre, de turno em turno, pulo em pulo, desfila na passarela com as roupas que nunca vou ter.
Era cristalino e belo, um elo; que poderia ser de vidro, mas de vento era, e num sopro se desfez.
Tudo novamente, começa outra vez...
Torturando amargamente sem saber
Que a distância é só mais um passo dado para trás; na história do desfazer.
Que começou feliz para nunca; e termina na primeira vez.